Não é à toa que a proteção de dados tenha se tornado um tema prioritário para empresas e governos em todo o mundo.
À medida que a pandemia acelerou a Transformação Digital, trouxe também novos desafios. O número de ataques virtuais tiveram um aumento expressivo não só em volume, como também em sofisticação.
Segundo um estudo feito pela Forbes, aproximadamente 25% das empresas brasileiras relataram perdas financeiras devido a ciberataques em 2023.
Diante do desafio de proteger empresas, governos e cidadãos dos riscos cibernéticos, o Brasil tem apresentado avanços significativos na legislação.
Como, por exemplo, o Marco Civil da Internet, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e, mais recentemente, a adesão à Convenção de Crimes Cibernéticos.
Entretanto, colocar essas legislações em prática e garantir a verdadeira proteção dos dados requer planejamento, investimento e ferramentas adequadas. Neste artigo, vamos nos aprofundar nestes temas para trazer um panorama sobre a proteção de dados no Brasil e como você pode implementá-la na sua empresa.
Por aqui, você vai encontrar:
A proteção de dados cibernéticos no Brasil
O que é a Lei Geral de Proteção de Dados
3 ferramentas para proteção de dados
Como utilizar os dados da forma correta
Boa leitura!
Em 2023, o número de tentativas de ciberataques foi alarmante, alcançando 63 bilhões no primeiro semestre em toda a América Latina. Já no Brasil, esse número chegou a 23 bilhões de tentativas.
O motivo de números expressivos como esses se dá devido a tendência de aumento atribuída à crescente sofisticação dos ataques e à escassez de especialistas em segurança cibernética na região.
Nesse cenário, nota-se a necessidade de implementação de medidas de proteção robustas e o investimento em tecnologias avançadas, como inteligência artificial. Só assim, é possível mitigar esses riscos nas intuições e empresas.
Popularmente conhecida como LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados é a legislação que regulamenta de maneira abrangente a proteção de dados pessoais no Brasil.
Em outras palavras, a LGPD determina os processos pelos quais os dados pessoais precisam passar para serem coletados, transmitidos, armazenados, avaliados e até eliminados pelas empresas. Ela abrange:
Com o objetivo de assegurar não apenas o direito à privacidade como também a intimidade, a LGPD abrange duas categorias de informação:
Aprovada pelo poder legislativo em 2018, a LGPD (Lei 13.709/2018) só entrou em vigor em setembro de 2020, após uma série de adiamentos causados, principalmente, pela pandemia.
As sanções, multas aplicadas a quem descumprir a lei, podem chegar a até R$50 milhões. Elas entraram em vigor em agosto de 2021. No entanto, pela falta de definição de critérios para aplicação e cálculo das multas, ainda não começaram a ser aplicadas. A expectativa é que passem a valer no início de 2023.
A proteção de dados é parte importante da gestão de segurança da informação. Ela consiste em uma série de regras e procedimentos que visam garantir a inviolabilidade das informações, em especial, dos dados pessoais sensíveis da organização.
Uma boa governança de segurança e proteção de dados deve trabalhar em duas frentes: controle de acesso e confidencialidade das informações, e a prevenção contra ataques cibernéticos. Dessa forma, a equipe de TI blinda os dados de ameaças internas e externas.
Nesse sentido, a metodologia “Privacy by Design” (PBD) pode ser um bom guia. Desenvolvido na década de 90, o conceito foi incluído na GDPR (o Regulamento de Proteção de Dados da União Europeia) e sua lógica também faz parte da LGPD.
A proposta central da PBD é incorporar a privacidade e a proteção de dados pessoais em todos os projetos desenvolvidos por uma organização, desde a sua concepção. Para isso, ela funciona através de 7 princípios:
1. Proativo, não reativo. Preventivo, não corretivo;
2. Privacidade como padrão (Privacy by Default);
3. Privacidade incorporada ao design;
4. Funcionalidade total (soma positiva, não soma-zero);
5. Segurança de ponta a ponta (proteção durante todo o ciclo de vida);
6. Visibilidade e transparência;
7. Respeito pela privacidade do usuário.
Para além da Privacy by Design, outras ferramentas podem contribuir para a proteção dos dados na sua empresa. Vamos falar de 3 delas a seguir.
De modo geral, o Security Command Center é uma plataforma de gerenciamento de segurança e risco que pode ser utilizada no Google Cloud Platform.
Assim, ele apresenta 4 grandes vantagens às organizações, sendo elas:
O Chronicle Security é um produto Google Cloud de central de comando e controle de analíticos focado em proteção cibernética.
O grande foco do Chronicle é criar uma identidade de tudo que passa na sua rede, utilizando blocos de Machine Learning para entender o comportamento do usuário e também o comportamento de aplicações que passam pela rede da sua organização.
Além disso, ele realiza a telemetria criando inteligência para os seus analíticos.
Nesta ponta, a integração com a ferramenta de varredura de informações Virustotal, permite utilizar as ferramentas de investigação, caça e forense criminal dentro de sua rede gerenciada por essa central de comando e controle.
O reCAPTCHA é uma ferramenta focada na proteção da sua fronteira: quando o seu aplicativo ou site vai receber a autenticação do usuário final, o reCAPTCHA protege seu ambiente.
Dessa maneira, ele assegura que somente os usuários válidos possam finalizar o cadastro ou upload de um determinado arquivo, por exemplo.
A ferramenta utiliza o conceito Google Cloud de autogestão Enterprise para suportar qualquer que seja sua escala de trabalho.
Por exemplo: O reCAPTCHA pode apoiar uma operação em que seja necessário abrir um formulário de inscrição para um milhão de advogados.
Protegendo a infraestrutura da sua organização desde HTML até todo o conteúdo que passa por essa página. Garantindo que cada usuário final tenha a identidade verificada.
Além disso, o reCAPTCHA permite determinar se é necessário o uso de um segundo fator de autenticação, se dados serão impedidos de trafegar ou até se esse interagente será impedido de acessar a rede da sua organização.
Todas essas instâncias de análise ocorrem em ambiente em Nuvem, ainda sem sequer chegar na fronteira do ambiente on-premise.
O reCAPTCHA, então, vai impedir transações fraudulentas, robôs/sintéticos tentando entrar, além de fazer gestão de controle de lavagem e de uso indevido de suas informações como mineração.
Garantindo, assim, que apenas passem para seu ambiente on-premise usuários legítimos.
Clique aqui e para saber mais sobre essa ferramenta.
Agora que você já conhece as ferramentas ideais para realizar a Proteção de Dados, que tal começar a utilizá-los da melhor maneira?
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